O que é a T.R.I. e como funciona a Nota do ENEM?

A Teoria de Resposta ao Item e uma metodologia estatística escolhida pelo MEC para fundamentar a prova e calcular a nota do ENEM desde 2009, mas ela não surgiu neste período. Ela foi criada nos Estados Unidos em 1950 com o objetivo de estabelecer uma avaliação da real competência dos estudantes em certos tópicos ou disciplinas.

Esse é o método de avaliação utilizado por avaliações como o GMAT (uma das provas de admissão para os melhores cursos de MBA do mundo), o TOEFL (o maior exame de proficiência na língua inglesa) e o SAT (uma das avaliações para ingresso nas universidades americanas).

Como funciona a Teoria de Resposta ao Item – TRI

As avaliações fundamentadas na TRI demandam um processo muito mais longo e cuidadoso e uma calibração com uma grande amostra de estudantes. Por isso, muitas vezes as questões neste modelo são bastante caras. Veja o infográfico abaixo para entender como funciona esse processo de produção, desde a elaboração das questões até o cálculo de resultado da nota do ENEM, por exemplo:

Infografico-TRI

A avaliação muito mais precisa está fundamentada na identificação do nível de proficiência dos alunos por meio da criação de uma escala (ou régua) de dificuldade de questões com base na habilidade que é avaliada em cada uma delas.

São utilizados 3 parâmetros para avaliar as questões e as habilidades avaliadas em cada uma delas:

  • Discriminação do Item/Questão
    Garante que a questão é capaz de diferenciar os candidatos que dominam a habilidade daqueles que não dominam
  • Grau de Dificuldade do Item/Questão
    Valida a dificuldade do item e sua posição na Escala de Dificuldade, garantindo que as questões avaliem os diferentes níveis de dificuldade com consistência ao longo da prova.
  • Acerto Casual
    Calcula as chances de uma questão ser acertada por indivíduos de nível de conhecimento menor que o exigido. Se um aluno acertar uma questão posicionada acima do seu nível de proficiência na escala, há grandes chances de ter sido um acerto casual – um chute.

Desta maneira, não importa o número de acertos do estudante, mas sim seu nível de proficiência – que é identificado por meio da consistência de seus acertos. Nas questões que estão acima do seu nível de proficiência na escala de dificuldade, ele tem acertos casuais e, portanto, não constantes.

A partir do momento em que o nível de proficiência do candidato é identificado, os acertos casuais acima dele terão uma pontuação menor em sua nota. Veja o exemplo abaixo:

Exemplo-Resultado-ENEM

Vale lembrar que a Escala ou Régua de Dificuldade das questões da prova só é definida após milhares de testes em amostras variadas de estudantes.

Agora que você já sabe o que é a Teoria de Resposta ao Item e como ela avalia os candidatos do ENEM, veja as vantagens de aplicar simulados calibrados pela TRI na sua escola.

Tem alguma dúvida ou quer compartilhar sua opinião sobre a metodologia utilizada para calcular a Nota ENEM? Deixe sua opinião nos comentários e responderemos com prazer 🙂

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