Rede Metodista inova no Ensino Médio com Gestão por Evidências

Como a Rede Metodista transformou a Gestão do Ensino Médio usando avaliações diagnósticas para monitorar o desenvolvimento de habilidades

Instantaneidade é uma das palavras chave para entender os jovens da Geração Z, os nativos digitais, que hoje frequentam a educação básica da sua escola. “Eles querem resultados imediatos, de curto prazo”, comenta a Diretora Pedagógica do Ensino Básico da Rede Metodista de Educação, Débora Castanha.

A Rede Metodista é um tradicional grupo de instituições de educação no Brasil. Composta por 14 escolas de Ensino Básico e diversas Universidades de Ensino Superior, a rede está sempre em busca de inovações para ampliar e consolidar a formação completa dos estudantes.

Neste artigo, falaremos um pouco sobre experiência da Direção Pedagógica da Rede ao se propor a enfrentar o desafio de inovar na Gestão do Ensino Médio, implementando projetos que os permitam acompanhar as necessidades dos estudantes revisando o currículo das diversas escolas simultaneamente.

Os desafios da Rede Metodista na Gestão do Ensino Médio

As escolas da Rede precisavam de soluções que contribuíssem com sua visão inovadora a fim de motivar e engajar os alunos na preparação para a próxima etapa de suas vidas e, ao mesmo tempo, contribuir cada vez mais com a gestão de cada uma das unidades. Estes eram seus principais desafios:

Mobilizar os jovens na preparação para o ENEM Desafio 1: Mobilizar os jovens na preparação para o ENEM

O imediatismo dos jovens faz com que, muitas vezes, preocupem-se apenas com os impactos de curto prazo, como os resultados das provas escolares. Desta forma, muitos estudantes não veem valor na preparação para o ENEM e o vestibular, por exemplo, pois representam um ganho de longo prazo. Vencer este imediatismo era o maior desafio da preparação do Ensino Médio nas escolas da Rede.

Incluir a tecnologia com significado na aprendizagemDesafio 2: Incluir a tecnologia com significado na aprendizagem

O grupo está sempre buscando modernizar a formação dos alunos, inclusive porque este é um fator essencial para a motivação das novas gerações, mas não acredita que a inovação deve ter o fim em si mesma. A gestão pedagógica preocupava-se em incluir a tecnologia com um pensamento estratégico de melhorar a aprendizagem e contribuir para a solução dos desafios enfrentados pelos gestores.

Apoiar as unidades com um trabalho direcionado às suas fragilidades e fundamentado em habilidadesDesafio 3: Apoiar as unidades com um trabalho direcionado às suas fragilidades e fundamentado em habilidades

As avaliações diagnósticas das escolas eram produzidas pelos próprios professores, fundamentadas em habilidades e segmentadas por disciplinas. No entanto, sem uma escala de avaliação única, não era possível apoiar cada unidade com estratégias comuns às principais fragilidades das escolas. A Rede precisava de uma solução que permitisse o trabalho unificado de gestão do desempenho e que permitisse um “cuidado próximo” às unidades.

Como a Rede Metodista renovou seu modelo de Gestão Pedagógica do Ensino Médio a partir de análises e acompanhamento das habilidades:

A Rede buscava um parceiro capaz de contribuir com seus objetivos e apoiá-los na superação de seus obstáculos, concentrando os esforços na ampliação da Formação Completa oferecida aos estudantes. Na parceria com o MISSU, a Rede Metodista encontrou importantes contribuições para o trabalho de seus principais desafios na Gestão do Ensino Médio, contribuindo para o trabalho que já é realizado pelo grupo.

Veja a seguir algumas mudanças resultantes desta parceria:

1. Padrão de avaliação e diagnóstico: Intervenções pedagógicas mais assertivas

As avaliações da aprendizagem dos alunos da rede eram realizadas em provas bimestrais e simulados não calibrados pela Teoria de Resposta ao Item. O diagnóstico era feito sem uma escala única e, apesar de já ser fundamentado em habilidades, era segmentado por disciplinas e produzido pelos próprios professores. Por tal razão, o diagnóstico acabava sendo um tanto quanto subjetivo e difícil de sintetizar, muitas vezes dependente dos professores de cada turma, escola e disciplina.

Para alcançar novos resultados, analisar a fundo os desempenhos e identificar as fragilidades originadas no Ensino Fundamental, se tornava necessária a Gestão Baseada em Evidências, ou seja, ter visibilidade de dados de desempenho calculados em uma mesma escala e realizar análises interpretativas destes dados para identificar intervenções de impacto positivo na aprendizagem. A Rede Metodista encontrou esta solução a partir da parceria com o MISSU.

A partir de um padrão na realização de simulados e avaliações, que são calibradas pela TRI e fundamentadas em habilidades por Área do Conhecimento, a Rede pôde planejar intervenções mais assertivas no currículo. Foi possível deixar de concentrar os esforços em critérios subjetivos ou muito específicos e criar ações que atendem os principais pontos frágeis da aprendizagem das escolas.

Para utilizar os diagnósticos apresentados pelo MISSU de maneira estratégica, a rede criou uma equipe responsável por interpretar e analisar os diagnósticos, elaborando intervenções pedagógicas. A equipe é composta hoje por Débora Castanha, Diretora Pedagógica, Carla Battaglioli e Mariana Abrahão, Assessoras Pedagógicas de Matemática e Ciências da Natureza, respectivamente.

“A nossa equipe acompanha os diagnósticos e cria ações de formação e revisão do currículo, além de repensar práticas pedagógicas”, comenta Débora.

A partir desta equipe de assessoria, os Diretores e Coordenadores Pedagógicos das escolas recebem o apoio e a proposição de ações fundamentadas nos dados de desempenho específicos e gerais. “O MISSU foi um dos grandes responsáveis por essa mudança em nossa rede”, destaca Mariana Abrahão, referindo-se a utilização de indicadores mais precisos e diagnósticos em tempo real.

Este trabalho também permitiu a criação de uma “meta de desempenho” nos simulados. A meta tem seus indicadores acompanhados diariamente pela Assessoria Pedagógica e este trabalho visa o estabelecimento de um padrão de qualidade de ensino comprovado por todas as unidades.

2. Gestão de Competências e Habilidades

Apesar de já fundamentar os planos pedagógicos em habilidades, a Rede enfrentava o desafio de não possuir uma visão geral sobre o desempenho dos alunos. Para identificar a raiz de uma fragilidade em uma determinada disciplina e corrigi-la com exatidão, era necessário um trabalho de alta complexidade.

Mariana comenta que, antes era bastante difícil ser assertivo na elaboração de intervenções fundamentadas nas mesmas habilidades, pois a gestão da rede enfrenta três importantes variáveis:

  • Realidades distintas por escola
  • Número muito grande de alunos
  • Questões regionais e culturais de cada unidade

“Precisávamos adotar propostas personalizadas, pois, para nós, era importantíssimo poder filtrar resultados por turma, alunos, unidade, etc e fazer análises baseadas nestes dados.”

Os relatórios baseados em habilidades são essenciais para entender os resultados encontrados e identificar de onde vem, especificamente, a fragilidade naquela disciplina, corrigindo-a com exatidão sem a necessidade de ações extremamente personalizadas.

O Raio-X de Habilidades presente na plataforma do MISSU, foi um elemento importante na tarefa de repensar as estratégias para o avanço dos alunos, através das 4 áreas do conhecimento, na tentativa de interligá-las. Ele permitiu que a rede identificasse a proficiência dos alunos de acordo com a Matriz de Habilidades cobrada no ENEM com exatidão, independente das variáveis presentes em cada unidade..

Com a utilização do MISSU, a equipe é capaz de prever o desempenho dos alunos no ENEM e elaborar intervenções focadas nas habilidades prioritárias para a aprendizagem:

“Com o MISSU, conseguimos ver além dos resultados do aluno, analisando sua aprendizagem.”, comenta Débora.

3. Alunos autônomos, engajados e mais responsáveis

A Rede Metodista está concentrando esforços em iniciativas que empoderem os alunos e incentivem sua autonomia nos estudos. Estas iniciativas buscam aproveitar a característica imediatista dos estudantes para propor que encontrem resultados imediatos sobre seu desempenho e sintam-se mais protagonistas de sua aprendizagem.

No MISSU, os alunos da Rede tem acesso ao seu resultado imediatamente após finalizar um simulado o que faz com que tenham mais motivação para buscar melhorias no desempenho. Além disto, eles tem acesso ao Treino Diário, uma série de quatro questões do ENEM que expiram todos os dias. O tempo limitado de disponibilidade das questões cria um “senso de urgência” nos estudantes e incentiva  o hábito dos estudos diários, da dedicação diária.

“O feedback rápido é essencial para os alunos. Se demorávamos mais de 7 dias pra devolver uma avaliação, por exemplo, as dúvidas se perdiam e eles não tinham mais vontade de entender aquilo que erraram. É quase como se já tivessem esquecido a avaliação. Já na plataforma do MISSU, a possibilidade do resultado completo com rapidez é possível. Isso faz toda a diferença.”, comenta Débora.

A rede prepara os professores para que provoquem o estudo diário, perguntando aos alunos “Você está entrando no MISSU?”, “Já fez seu Treino Diário?”. A equipe ressalta que está conseguindo iniciar nos alunos a cultura de estudar diariamente e fazendo com que os alunos se responsabilizem mais por seus próprios desempenhos. “Quando percebemos que alguém não está fazendo todos os dias já procuramos conversar com o aluno, explicando como o seu avanço depende dessa dedicação frequente”, comenta Carla.

4. Formação Continuada dos Professores

Com base nos diagnósticos de habilidades e nos feedbacks dos alunos, a equipe realiza revisões no currículo e orienta os professores a respeito das melhores práticas:

“Aquilo que meu aluno não aprendeu eu preciso saber para melhorar minha prática. Sempre que eles têm dúvida com alguma questão da plataforma, procuram a gente e isso enriquece a aprendizagem e as aulas”, observa Carla, que também é professora do Ensino Médio.

Além das revisões no currículo, a Rede Metodista já iniciou um novo Plano de Formação Continuada para os professores que visa, com base nos diagnósticos, desenvolver uma capacitação focada em habilidades essenciais para o aprendizados dos alunos.

Utilizando ambas, a Gestão baseada em Evidências e a Gestão por Habilidades, a Rede inicia um trabalho de atualização e ampliação da formação docente, já que os professores podem entender o que está funcionando em termos de formato de aprendizagem e quais são os principais pontos frágeis de sua formação. O objetivo, segundo a diretora, é “ampliar o pensar a formação docente por habilidades”.

“Hoje o professor faz uma tradução pedagógica a partir destes resultados. Os resultados fundamentados em habilidades nos estimulam a pensar em modificar a aprendizagem também através de habilidades na sala de aula, entendendo os materiais, o início do aprendizado daquela habilidade e o formato em que será trabalhada”, diz Débora.

A partir desta experiência, a Rede Metodista passou a monitorar, analisar, intervir e monitorar novamente, entendendo as mudanças que foram realizadas neste percurso replicando as ações de impacto positivo nas diversas escolas da rede. “Somos instigadas semanalmente a repensar nossos processos a partir dos resultados que recebemos. Somos fãs do MISSU.”, finaliza a Diretora Pedagógica da Rede.

E você? Quais são os principais desafios da sua escola na Gestão do Ensino Médio?

Compartilhe conosco nos comentários!

Agende uma consultoria gratuita para melhorar o desempenho da sua escola no ENEM e nos vestibulares

Comentários

comentários