Como motivar os alunos a estudarem para o ENEM?

Saiba como vencer o imediatismo das novas gerações com uma cultura de preparação para o ENEM e os vestibulares.

Você já deve ter se perguntado: “Como motivar os alunos a estudarem para o ENEM?” Mais conhecidos como nativos digitais, a nova geração, que compõe boa parte dos alunos da sua escola nasceu após a popularização da internet e, portanto, em meio aos computadores, celulares, jogos digitais e todo tipo de eletrônico. Para essa geração, a instantaneidade é tudo! “Eles querem resultados imediatos, de curto prazo”, comenta Débora Castanha, Diretora Pedagógica do Ensino Básico da Rede Metodista de Educação.

Apesar de quererem tudo “para ontem”, seus alunos ainda são jovens comuns, ou seja, enfrentam os mesmos problemas típicos da adolescência, que todo mundo enfrenta nesse momento da vida: a necessidade de autoafirmação, as descobertas pessoais, a sexualidade e as pressões sociais. Nessa fase, eles estão bastante vulneráveis e possuem pouca maturidade para dimensionar as consequências de suas decisões. A aceitação social é tão importante para eles quanto conseguir vaga em uma boa universidade, como já exploramos no post “Motivação para a hora do vestibular: o principal desafio da escola no Ensino Médio”. Mas então como motivá-los a se preparar para os desafios da vida adulta? Como incentivá-los a estudar e a se preparar para o vestibular, para o ENEM e para a escolha profissional?

Como envolver os alunos da Geração Z?

Uma parte da resposta está na aproximação! Para envolver seus alunos, é fundamental que a escola e os educadores façam parte do seu universo. É preciso entender seu comportamento, seus dilemas, seus gostos e desejos, ou seja, é preciso “dialogar na língua deles”.

Outra forma interessante de envolver os jovens dessa geração (super conectada) é bastante simples: “Reforço Positivo”, já ouviu falar? Segundo o psicólogo Behaviorista Skinner, o Reforço Positivo é a ação de estimular um comportamento através de uma recompensa, ou seja, sempre que o aluno fizer algo dentro do esperado, ele será recompensado com algo positivo. Este modelo estimula o jovem dessa geração a repetir o comportamento desejado, já que entrega um resultado imediato – é o que eles mais querem.

Mas como tangibilizar esse reforço positivo com os alunos? Gamificando a educação! A “gamificação” é o processo de utilizar a mecânica dos jogos para resolver problemas e engajar pessoas. A ideia é aproveitar a lógica por trás dos jogos para envolver, motivar e entregar recompensas a seus alunos no âmbito da educação.

Gamificação com significado: um caminho possível


Segundo estatísticas divulgadas em 2015 pelo portal norte-americano “Games and Learning” 97% das crianças e adolescentes de hoje jogam games, e 80% delas acham que seu aprendizado seria mais produtivo se as atividades da escola se parecessem mais com um jogo.

Infográfico gamificação na educação

Uma boa estratégia para motivar os alunos do Ensino Médio é “gamificar” a preparação para o vestibular, já que os elementos dos jogos podem ser utilizados com o objetivo de estimular a frequência dos estudos, a dedicação individual e o treino para o ENEM, por exemplo. As diversas características que tornam os jogos engajantes podem ser inseridas como recursos educativos para estimular a preparação para o ingresso no Ensino Superior.

A educação mundial parece receber cada vez mais contribuições da gamificação. Muitas iniciativas tem sido feitas nesse sentido e já existem alguns bons exemplos do uso dos elementos dos jogos na educação.

Veja alguns exemplos:

👉 O aplicativo “Duolingo” é um deles. Você já ouviu falar? O app utiliza este recursos para ensinar idiomas (Inglês, Alemão, Espanhol e Francês). Assim como em um jogo, o usuário começa com desafios pequenos, lições simples, como aprender o nome de objetos e animais no novo idioma, por exemplo. Os desafios vão se tornando mais complexos e a cada desafio o usuário recebe pontuações para estimular seu desempenho. Cada nova lição inclui questões de conversação, compreensão, tradução e desafios de múltipla escolha, além disso o usuário sabe imediatamente se suas respostas estão certas e, caso, não estejam o próprio aplicativo mostra como melhorar.

👉 Outro exemplo é o jogo The World Peace Game. Criado pelo Educador norte-americano John Hunter, o jogo tem o objetivo de envolver as crianças e os jovens numa simulação que busca o equilíbrio político e econômico do mundo. Separados em grupos, que representam países fictícios, os estudantes são estimulados a usarem sua imaginação e habilidades cognitivas para resolverem conflitos, gerenciarem recursos, cooperarem e encontrarem soluções que beneficiem seus times e a comunidade global. O grande objetivo é alcançar a harmonia e aumentar a prosperidade global.

Como nós utilizamos a gamificação na preparação do Ensino Médio?

🎯 O MISSU também um bom exemplo de uso da gamificação na preparação para o ENEM. A plataforma utiliza os elementos da gamificação para estimular diariamente os alunos a estudarem e treinarem para as provas.

Com simulados inéditos e questões diárias que expiram ao fim do dia, o aluno é estimulado a aumentar sua frequência e seu desempenho a fim de acumular mais pontos para ser premiado. Os melhores do mês, ou seja, aqueles que se dedicaram mais, resolveram mais simulados e responderam a mais questões, ocupam os primeiros lugares do ranking de premiação. Entre os prêmios estão objetos de desejo como smartphones, headphones e viagens para conhecer universidades (Tour Universitário) e oportunidades de carreira (Tour de Carreiras).

Para o estudante mais dedicado do ano de 2016 o prêmio será um Tour pela Califórnia. A ideia é dar mais um estímulo aos alunos para continuar treinando, além de oferecer uma experiência única, cheia de aprendizados! O tour envolve visita a grandes universidades dos Estados Unidos, como a Stanford University, a UCLA – Universidade da Califórnia e o Caltech – Instituto de Tecnologia da Califórnia, além de empresas como o Google, o Youtube, o Instagram, o Facebook e o Twitter. Lá, o estudante poderá entrar em contato e trocar experiências com profissionais de algumas das melhores universidades do mundo e das maiores empresas de tecnologia da atualidade.

Ao gamificar a educação, ou seja, ao inserir elementos de engajamento e motivação próprios de jogos nas práticas pedagógicas, a escola é capaz de estimular os estudos de uma maneira inovadora e mostrar aos jovens da Geração Z que estudar e se preparar para o ENEM podem ser atividades divertidas e não apenas obrigações. O principal caminho é se aproximar da realidade deles e estabelecer diálogo.

💬 E na sua escola? Quais caminhos você acha que são possíveis para engajar os alunos? Você acha que a gamificação pode ajudar? Escreva sua opinião nos comentários abaixo! 🙂

Projeto de Preparação do Ensino Médio focado em ENEM e vestibulares

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